Não queremos de forma alguma parecer alarmantes.
Mas temos algumas novidades alarmantes.

Não lhe estamos a contar nada de novo: a indústria da moda está a funcionar ao contrário. Produção em massa, no outro lado do mundo. Condições opacas. Em detrimento das populações locais. Preços irrisórios. Qualidade medíocre. Toneladas de resíduos gerados. Super-super-lucro.

Na realidade, todos conhecemos a solução.

Aplicar a razão naquilo que empreendemos.

A razão é a nossa inteligência emocional. É o que nos diferencia das máquinas. É essa pequena voz que questiona tudo o que fazemos para garantir que está em conformidade com a nossa ética humana. Todos a temos, mas escolhemos ouvi-la em maior ou menor medida. A nossa razão, para um mundo mais virtuoso, dita-nos os seguintes elementos:

Produção Europeia.

As nossas regiões têm caráter.

Trabalhar com parceiros locais é garantir o seu savoir-faire de excelência e poder visitá-los regularmente. Não somos chauvinistas, mas temos a preocupação de colaborar com parceiros que estejam o mais próximo possível de nós: Bordéus, a costa oeste, e de forma mais global, França, Itália e Portugal.

Materiais europeus.

O melhor material é aquele que não deu três voltas ao mundo.

Não faria sentido trabalhar com artesãos locais utilizando materiais provenientes de locais distantes. Na nossa procura por uma produção em circuito curto, trabalhamos diariamente para encontrar materiais inovadores, o mais perto possível de nós. Este trabalho permite-nos garantir a rastreabilidade total dos nossos produtos, bem como um controlo completo sobre a nossa cadeia de abastecimento, para preservar a transparência e minimizar a nossa pegada de carbono.

Utilizar apenas materiais reciclados.

Old is new.

Problemática: a produção de um novo produto tem forçosamente um impacto ambiental significativo.

Solução: não produzir nada de new (quando lhe dizíamos que era sobretudo uma questão de bom senso e de razão…)

Reutilizar. Revalorizar. Ao dar uma segunda vida a materiais recuperados, não produzimos nada de new, e ajudamos a reciclar toneladas de matérias-primas. Esta promessa é a certeza de participar na resolução dos atuais problemas de gestão de resíduos, reduzindo ao máximo a nossa pegada ecológica. Strike.

Os materiais mais duráveis.

A antítese da fast fashion.

Prova de que o mundo de hoje está a caminhar na direção errada: se as roupas fossem feitas para ser trocadas de 2 em 2 meses, teríamos chamado os guarda-roupas de outra forma. Por isso, confiamos na nossa razão e na língua portuguesa. Criamos produtos verdadeiramente duráveis para que o acompanhem durante o maior tempo possível.

Valorizar as sapatilhas no fim de vida.

Nada se perde, tudo se transforma.

Em França, cerca de 90% dos sapatos acabam no lixo para serem incinerados ou enterrados, pois os seus múltiplos materiais são muito complexos de separar.

Resultado: apenas 10% do material é efetivamente reciclado. Ao depositar os seus antigos Zèta num ponto de recolha, inverte esta tendência. O seu par será reutilizado ou transformado em novos materiais, como isolamento. É para valorizar este esforço que lhe oferecemos os seus 150 pontos.

Conclusão.

Fazemos o balanço de carbono.

Em 2023, colaborámos com um gabinete para calcular o impacto de carbono de um par de Zèta através das ferramentas da ADEME. Material, fabrico, transporte, venda, fim de vida… Tudo é calculado para obter este precioso resultado: 6,3 kg de CO2, ao longo de todas as suas etapas de vida.

Concretamente, é 2,6X menos do que um par de um dos nossos concorrentes que começa por um N e tem 4 letras. Mas que não podemos citar, pois isso divulgaria informações reais que, aparentemente, os envergonham. Lá se sabe porquê. O nosso relatório está disponível aqui.